Para a novilha voltar ao curral
Cruzou dois gravetos e rezou
Seguia o rastro do animal
“Se não morreu...”, ele pensou
Sua oração era forte
Entregou-a à própria sorte
Fabiano seguia enfrente
Com sua cachorra Baleia
Saltitando à sua frente
Farejando a areia
Procurando a novilha
Que deixou uma trilha
Fabiano parou e pensou
Que já haviam passado fome
Neste momento lembrou
Que de seu só tinha o nome
Ele era um coitado
Que a vida deixou de lado.
Até bicho ele se achava
Tinha orgulho, “ora essa!”
Enquanto ele matutava
Que agüentava um vida dessa
Só bicho assim podia
Viver sem moradia
Da fazenda ele se apossou
E quando o fazendeiro chegou
Imediatamente os expulsou
Mas ele se fez desentendido
Foi muito precavido
E seus serviços lhe prestou
Tinha um jeito desengonçado
Não sabia nem falar
Preferia ficar calado
E só com os bichos conversar
Nem com os filhos se entendia
Brigava todo dia.
A miséria se fazia presente
Sinhá Vitória reclamava
E pra deixa-la contente
De uma cama precisava
Pra Fabiano ela pedia
Aquilo que ela mais queria
Fabiano se preocupava
Com o destino dos pequenos
Para a vida que os esperava.
“Que fossem duros, ao menos!
Seus filhos estavam à toa
Levando a vida numa boa
Ele só queria ter educação
Saber se comportar
Como seu antigo patrão
Quem passou a admirar
Tinha do que se orgulhar
Porque sabia como falar
Andréa, Camila, Daiane, Joanice, Jéssica e Josoelton (8ª B)