Os sertanejos atravessavam
A caatinga pernambucana
Debaixo de sol desidratavam
Naquela seca sacana
Viviam com fome e sede
Á procura de uma folhagem verde
Para lá se arrastavam
Sinhá Vitória devagar
Os juazeiros se aproximavam
O filho pôs-se a fraquejar
Sentou-se no chão
E Fabiano pegou o facão.
O pirralho não se mexia
Fabiano desejou mata-lo
Ele atrasava a travessia
Pensou em abandona-lo
Tinha um coração grosso
Era duro como um osso
Pelo espírito no sertanejo
Passou mil e uma coisas
Mas pensou no seu fraquejo
Nos urubus atrás das moitas
Neste momento teve pena
Quando viu aquela cena
A viagem prosseguiu
Mais lenta e arrastada
Baleia à frente seguiu
Com as costelas arqueda
A fome apertava
E por dentro ela chorava
A imagem do juazeiro
Tornou a aparecer
Fabiano com o passo ligeiro
Esqueceu-se de comer
Os calcanhares gritavam
E em seguida sangravam.
Fabiano avistou uma fazenda
Com um curral deserto
Só poderia ser uma prenda
Disso ele estava certo
Ali ele se estabeleceria
E a marcha, enfim, acabaria.
Thaislane, Adriana, Camila Sant’anna , Edna e Liliam (8ªB)
Atividade - de 01 a 13 de setembro
Há 17 anos

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